quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Telefone

Foram tantas formas de tentar começar essa história. Um dia chuvoso e cinzento... Um dia ensolarado e quente. Um dia qualquer. Um dia comum. Um dia especial. Um dia.
Ou uma noite.
Mas na verdade, foi mesmo numa tarde friorenta, porém ensolarada. O clima seco. A casa sem a vigilância de adultos. Um computador, duas crianças felizes, brincando de mandarem na própria vida.
E havia sonhos.
Muitos sonhos.
Sonhos com uma vida feliz, com um caminho a conquistar. Com ir para casa nos finais de semana, visitar os pais. Talvez levar flores. Preparar um jantar.
Dirigir o próprio carro pela velha cidade.
Crescer.
Então o telefone tocou.
Medo como nunca antes.
Insegurança.
Desespero.

Medo.
Insegurança.
Desespero.

Medo.
Insegurança.
Desespero.

Medo.
Insegurança.
Desespero.

Raiva.
Fúria.
Indignação.

Esperança.
Fé.
Milagre.

Vida.
Vidas.
Futuro.

Memórias reconstruídas, mesmo cenário. Felicidade. Queremos felicidade.

Vitória.
É possível.

FÉ.

1 comentários:

Rafael Castellar das Neves disse...

Gostei disso....intenso...dá um frio na barriga esse toque!!! rsrs

[]s

Postar um comentário

O que você achou?

 
;